Governo volta a prorrogar atuação da Força Nacional em terras indígenas da Bahia; agentes atuam no estado há um ano

  • 17/04/2026
(Foto: Reprodução)
'Terras em Guerra': Série especial do BATV retrata conflitos no sul e extremo-sul da Bahia O Governo Federal voltou a prorrogar o período de atuação dos agentes da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) no sul e extremo sul da Bahia. Os agentes estão nas Terras Indígenas dos povos Pataxó e Pataxó Hã Hã Hãe há um ano, em apoio à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). ⚠️ A Força Nacional de Segurança Pública é um programa de cooperação de Segurança Pública brasileiro, coordenado pelo Ministério de Justiça e Segurança Pública. Ela é composta por policiais militares, bombeiros, policiais civis e peritos, e é acionada em situações de emergência. A decisão, assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), na quarta-feira (15). A medida estende o prazo da portaria anterior, que previa a permanência dos policiais até a próxima terça (21). Com isso, os agentes seguirão atuando nas regiões entre os dias 22 de abril e 20 de julho de 2026. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Assim como nas outras ocasiões, a portaria assinada pelo ministro aponta que a operação terá apoio logístico da pasta. Além disso, a atuação da Força Nacional será articulada com os órgãos de segurança pública da Bahia, sob coordenação da Polícia Federal (PF). As regiões sul e extremo sul são marcadas por conflitos por território entre indígenas e produtores rurais. De acordo com a Funai, pelo menos seis indígenas foram mortos em conflitos do tipo nos últimos três anos. Tensão na área O governo federal enviou equipes da Força Nacional à Bahia em abril do ano passado. A decisão foi anunciada onze dias após a morte de João Celestino Lima Filho, indígena de 50 anos, baleado durante um conflito fundiário em uma fazenda na cidade de Prado, no extremo sul do estado. Na ocasião, a polícia informou que 20 indígenas da Aldeia Reserva dos Quatis, pertencentes ao território Comexatibá, entraram na fazenda com o objetivo de retomar a área. Trata-se de um terreno alvo de uma área alvo de disputa judicial há anos. Desde então, outros conflitos foram registrados na região. Relembre alguns episódios ⬇️ ➡️ Em 1º de outubro de 2025, uma liderança indígena da etnia Pataxó foi baleada na Aldeia Kaí, no distrito de Cumuruxatiba, na zona rural de Prado. ➡️ No dia 28 do mesmo mês, dois homens, pai e filho, morreram em um conflito entre indígenas e assentados na região da Associação Córrego da Barriguda, também conhecida como "Pedra Mole", em Itamaraju. Quatro pessoas foram presas suspeitas de participar da invasão do assentamento. ➡️ Em dezembro do ano passado, um cacique foi preso e 13 armas foram apreendidas durante duas operações realizadas para combater esses conflitos. ➡️ Em fevereiro deste ano, duas turistas do Rio Grande do Sul foram baleadas ao passar de carro por um local de disputa de terras entre indígenas e fazendeiros em Prado. Oito pessoas foram presas e quatro adolescentes apreendidos, suspeitos de envolvimento no crime. ➡️ No mês seguinte, onze pessoas foram presas durante uma operação que investigava supostas ameaças de indígenas contra fazendeiros da região. Um policial chegou a ficar ferido durante a ação. Conflito histórico Força Nacional atua no extremo sul da Bahia Rafael Rodrigues/SSP Os conflitos na área se arrastam há décadas na região, diante da grilagem de terra e, principalmente, com a disputa entre produtores rurais e indígenas. Mas a situação se agravou a partir de 2022, com a proximidade da votação da lei conhecida como Marco Temporal, que determina as regras e as áreas para a demarcação e uso de territórios indígenas. Em junho do ano passado, o jornalista da TV Bahia, Alexandre Lyrio, apresentou a série "Terras em Guerra", que abordou esse cenário. Com cinco reportagens especiais, a série explorou como os conflitos se intensificaram, trouxe um levantamento das mortes já registradas e mostrou ainda como a atuação do tráfico de drogas dentro das aldeias tem intensificado a violência na região. Indígenas bloqueiam BR-101, em Itamaraju, para reivindicar soltura de cacique preso em ação da Força Nacional de Segurança Pública Arquivo pessoal LEIA MAIS: Povos indígenas na Bahia: com mais de 10 etnias registradas, estado tem segunda maior população recenseada do Brasil 'Terras em Guerra': assista aos cinco episódios da série sobre os conflitos entre indígenas e produtores rurais da Bahia Cinco pessoas são baleadas e outras três são presas em operação em destino turístico da Bahia; fuzis foram apreendidos Entenda os entraves para homologação das terras indígenas no sul da Bahia Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

FONTE: https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2026/04/17/governo-prorroga-atuacao-da-forca-nacional-em-terras-indigenas-da-bahia.ghtml


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